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Mudanças Energéticas e a Redefinição dos Relacionamentos

As grandes alterações energéticas começam a adivinhar a mudança, a consciencialização humana já iniciou e começa a libertar-se das amarras lançadas sobre a humanidade para impedir esta mudança. É verdadeiramente um espectáculo digno de se ver e sentir e sinto-me abençoado pelo facto de estar como testemunha desta mudança profunda que alastra a cada vez mais pessoas que inevitavelmente terão de reagir.
Não deixa de ser uma faca de dois gumes pois em muitos casos estas grandes mudanças que se assistem de camarote nos dias de hoje estão a causar grandes alterações de mentalidades causando fricção e forte erosão sobre a maneira como cada pessoa vê os seus relacionamentos… como se tivessemos chegado ao momento em que sentimos a necessidade de redefinir a própria natureza dos relacionamentos em que nos envolvemos ao longo da nossa vida.

Por um momento considerem o arquétipo clássico dos relacionamentos… relações de  amor e casamento, relações entre pais e filhos, relações familiares em geral, ou relações com amigos e colegas. Um arquétipo cinzento, cimentado pela sociedade por parâmetros específicos que obrigam a um condicionamento que não sai do Eu.
À medida que a energia começa a sair de um novo Eu, ou pelo menos de uma nova vibração energética interior (incómoda para alguns), a espontaneidade prepara-se para abanas os alicerces de todos os relacionamentos que temos, erroneamente, como certos saindo do fluxo de resultados previsíveis. Claro que o ego, a personalidade, o Eu está a ser bombardeado de novas ondas e frequências que vão pôr em causa todo o condicionamento social… cada processo de auto-análise que atravessamos neste momento é como um computador que está de tal maneira cheio de ‘tralha’ que necessita de ser re-iniciado, nem que seja à força.

Ao longo dos tempo formamos ideias internas e noções sobre os nossos relacionamentos com todos os que orbitam o nosso ser e sempre conseguimos controlar as suas órbitas ou pelo menos viver nesse caos relacional. Mas o problema é que o nosso corpo energético está a mudar, mesmo que de forma forçada, na direcção de uma muito diferente frequência energética e agora, ou brevemente, notaremos que os que nos orbitam o fazem com segundas intenções, ou pelo menos o fazem sem qualquer intenção consciente, seguindo a programação que a cimenteira social depositou em cada um.

Cada vez mais noto relacionamentos amorosos ou casamentos a transformarem-se em desafios onde os intervenientes, consciente ou inconscientemente, começam a questionar a sua validade colocando uma intensa pressão sobre os alicerces sociais em cimento cinzento e disfuncional. É subsequentemente um acordar num novo dia sabendo que o parceiro estará exactamente como estava ontem, como se fossem uma qualquer identidade amorfa e fixa, que em efeito é pouco mais do que uma prisão da consciência do Eu treinando os elementos do relacionamento como peças de um todos que tem de se remendar constantemente para não ruir.
As novas forças energéticas destacam o Eu, forçam, mesmo que inconscientemente, um pensamento onde temos primeiro de ser UM para depois pertencer ao TODO, e não ao contrário.
Vemos agora que a maioria dos relacionamentos que se baseavam na falsa premissa de que os dois eram como um estão a ruir ou a entrar em complicados campos minados.

O mesmo se pode observar nas relações entre pais e filhos baseadas nos laços cinzentos e cimentados pela sociedade. Estes relacionamentos estão a ruir junto com a confusão mental provocada pelas novas energias a que estamos expostos. Os filhos depositam nos pais altas expectativas criadas pela sociedade que estes não são capazes de atingir, e por seu lado os pais tentam re-inventar as ligações com os filhos muitas vezes perigando o simples objectivo de ser compassivamente responsáveis.
As relações rígidas incutidas na humanidade são tão redundantes como construir estruturas em areias movediças… falta-lhes o único alicerce funcional: amor. São baseadas unicamente no medo: o medo de perder, o medo de não conseguir proteger, o medo de não estar lá quando for preciso, o medo de ser abandonado, o medo de não estar a fazer bem e o medo de amar demais.

Os novos caminhos humanos, que atingirão todos, mais cedo ou mais tarde exigem uma mudança, uma abertura, uma nova forma de ver, ouvir e sentir.
É necessário que não se confundam estações e se remova o ruído. Se de facto vamos abraçar o nosso Eu energético, ser mais espirituais, ou mais humanos se preferirem, há todo um novo sistema de qualidades a serem trabalhadas:

1º Segurar desesperadamente relacionamentos com correntes, algemas ou fios vai unicamente destruir a permanência da única ligação plausível entre dois seres: o amor.

Dizer a verdade, ser franco como se entregassemos o nosso sentimento mais profundo, é essencial. Isto não significa que não o devamos fazer forma gentil, compassiva e empática.

3º Temos de aprender a viver numa verdade fluída e adaptada a cada momento. Estar num relacionamento é como sermos uma bola de metal apanhada entre dois ímans, se mantivermos uma posição rígida e sem a mais profunda das verdades isso irá simplesmente rasgar-nos a meio. É preciso estar aberto ao fluxo e ás marés do sentimento e das emoções sem forçar rigorosamente nada.

Amar é deixar ir porque sabemos que vai voltar… a liberdade de cada membro interveniente de um relacionamento é um dado essencial para medir a saúde desse relacionamento. Liberdade e espaço têm de ser trabalhados entre os membros relacionais. Cada um tem de encontrar o Eu e descobrir a pertença ao todos por si mesmo.

Relacionar exige bravura e coragem… a máscara social é omnipresente e o seu impacto em forma de medo é avassalador. Frequentemente transformamos um relacionamento num autêntico jogo de xadrês onde o mais importante é prever o que va acontecer se efectuarmos uma determinada acção: isso é medo, não é amor!

A cereja no topo do bolo: o Eu. Não vamos nunca ser capazes de amar alguém se não trabalharmos o amor ao Eu. Não vamos nunca respeitar ninguém, se não trabalharmos o respeito ao Eu. Não vamos nunca ser parte do todo, se não reconhecermos o Eu como a nossa catedral de partida.

«Hajam espaços entre o estar juntos. Hajam ventos celestiais a dançar entre vós. Amem-se mas não estabeleçam uma ligação de amor, que seja antes um mar dinâmico entre as zonas costeiras das vossas almas. Encham o copo um ao outro, mas não bebam do mesmo.  Ofereçam um ao outro um pedaço de pão, mas não comam do mesmo prato. Cantem e dancem juntos e sejam felizes, mas deixem-se sós também. Mesmo que as cordas da harpa estejam sós elas tocam a mesma música. Ofereçam o vosso coração, mas não para que o outro o guarde. Permaneçam juntos, mas em separado.»

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