As mudanças inevitáveis da Bloodmoon!

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As mudanças inevitáveis da Bloodmoon!

«Farei com que apareçam coisas espantosas no céu e na terra: haverá sangue [guerra], e fogo, e nuvens de fumo. O sol ficará escuro, e a lua se tornará cor de sangue, antes que chegue o grande e terrível dia do senhor [elohim]»  Joel[actos] 2:30-31

Acordamos preocupados, com o sentimento de que as coisas não estão no devido lugar e que algo está para acontecer… uns lidarão perfeitamente bem com esta sensação pois em nada se afasta da sua vida já eléctrica e disfuncional, mas os mais sensitivos terão de lidar com a sua inquietude interna e as reacções despojadas de lógica dos demais seres que os rodeiam.

Aqueles que racionalizam, que se desligam da lógica energética, os terra-a-terra, terão uma tendência enorme a problematizar, a criar obstáculos e a bloquear a evolução pessoal e a daqueles que com eles convivem. Assistimos a uma conjuntura energética, que se desenha, que favorece imenso o conflito, a discussão, o debate violento e o combate de ideias.

blood-moon-with-wolf-300x300Aproximamo-nos rapidamente de uma data importante a nível energético e que é transversal a um sem número de culturas que de uma forma ou de outras reconhecem os tempos que passamos como extremamente importantes.
Se uns lhe chamam o Portal da Consciência, outros atribuem-lhe a denominação de Tétrado Dramático.

Em geral os eclipses têm sido vistos pela humanidade com eventos dramáticos do cosmos e reconhecidamente os animais (e obviamente os humanos) reagem de forma inconstante e estranha quando estes têm lugar… comportamentos como o aumento de actividade sexual de forma exagerada, violações, guerras, querelas, disputas de territórios e acima de tudo um notório aumento de tendências suicidas em todas as espécies.

A 15 de Abril de 2014, com um eclipse total lunar iniciamos todo um processo que está agora prestes a culminar… passando por uma série de ocorrências de aviso particulares (eclipses de 8 de Outubro de 2014, 8 de Abril de 2015 e agora a 27 de Setembro de 2015). Este fenómeno toma o nome de Tétrado e ocorreu apenas 7 vezes desde o ano zero dando-se agora a sua oitava ocorrência e apenas voltando a acontecer dentro de cerca de 500 anos da mesma forma (havendo semelhante mas não igual dentro de 97 anos).

Para a tradição judaica estes tétrados tomam especial importância devido às imensas profecias envolvidas retiradas até do Antigo Testamento (como na passagem com que iniciei o artigo). Para o Talmud «(…) quando a lua está em eclipse é mau presságio para Israel (…) e se a face da lua se torna vermelha como sangue é um sinal de que a espada flamejante está a chegar ao mundo.»
hqdefaultPorém, se houve sete tétrados até agora porque será que este toma especial importância? Todos os 4 eclipses, desta feita, tiveram lugar em dias festivos judaicos e sempre que uma Bloodmoon ocorreu em alturas de celebrações judaicas durante um tétrado algum evento afectou directamente o ‘povo de Israel’, vejamos resumidamente:

  • -1492: Ano em que a Rainha Isabella de Espanha persegue, assassina e expulsa os judeus de Espanha (curiosamente o ano em que se dá a polémica descoberta da América por Cristovão Colombo que virá a ser hoje um bastião da cultura do povo de Israel)
  • -1948: Ano em que é reconhecido o estado de Israel e se dá a Guerra da Independência após um período conturbado de perseguição na 2ª grande guerra mundial.
  • -1967: Ano da sangrenta Guerra dos Seis Dias.

Recentemente, devido ao livro que estou a escrever e investigar de momento, percebi que o 8 toma o significado bíblico de Novos Princípios. Quase como sendo o dia a seguir em que descansam os Elohim, ou o Senhor. Na realidade, simbolicamente esta oitava ocorrência é vista pela tradição judaica como a ocorrência crística, onde tudo muda.
Curiosamente, de acordo com registos oficiais um Tétrado muito similar ao que atravessamos ocorreu nos anos 32 e 33, altura que alegadamente Yeshua Ha Mashiah teria sido crucificado com intervenção óbvia de alguns sectores judaicos.

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Pondo tudo em perspectiva não estou com isto a dizer que é desta que veremos o retorno do filho Yeshua. Na realidade se no tétrado de 1492 os judeus foram expulsos, no tétrado de 1948 renascem como nação e a 1967 recapturam Jerusalem (ou quase)… devemos ver o tétrado de 2104/15 como a vingança de Israel sobre o mundo (de alguma forma), tal como é pedido pelo próprio texto bíblico que chega a mencionar a Síria (povo de Damasco), Gaza/Palestina, Egipto e Iraque [Amos 1:3-6 a Amos 2]
Quando o elohim YHWH [o senhor] comunicou supostas profecias pelo texto bíblico usou inúmeras vezes sinais astronómicos, numa espécie de aviso e pedido ao ‘seu’ povo para acção. Os eclipses do sol e da lua ajudam-nos a perceber datas bíblicas e não podem ser manipulados pelas hostes de contra-informação e se, tal como previsto em Ezequiel 39:1-5, neste momento os radicais islâmicos tomam armas e recorrem a ideias jihadistas com o apoio de Magog [Russia?] e após a lua de sangue serão destruídos nas montanhas de Israel dando início ao arrebatamento que anuncia o fim da igreja e abrindo a porta a um suposto anticristo.

10 October Blood Moon

«Depois daqueles dias de sofrimento, o sol ficará escuro, e a lua não estará a brilhar. As estrelas [luzes] cairão do céu, e os poderes do espaço serão abalados. Então o Filho do Homem aparecerá descendo nas nuvens, com grande poder e glória.» Marcos 13:24-26

Posto tudo isto, há que ter receio ou medo dos tempos que vêm? Adivinha-se alguma calamidade ou coisa devastadora?
Pois… Não! Longe vai o tempo em que dependemos de sinais astronómicos e vivemos com receio deles sob o poderio de quem nos rebanha.

O mundo não acabou em 7 tétrados, não o fará em 7 mais…

Porém temos que estar preparados para os tempos de mudança e eventuais conflitos armados que se aproximam. Os ‘novos inícios’ são na realidade o primeiro Portal de Consciência humana para o século XXI e os sinais e avisos eram extremos quando a consciência humana não estava preparada para mudar e crescer.
O tão famoso arrebatamento (ou Juízo Final) é um conceito que está presente em algumas interpretações da escatologia cristã (de origem sincrética judaica), inclusive o dispensacionalismo, criadas a partir do século XIX, cujo pontapé inicial foi dado pelo anglicano John Nelson Darby. É uma interpretação que aos olhos de quem não percebia o que se passava só podia significar o fim. (Imaginem o que seria um apóstolo espreitar os dias de hoje com a mente da altura).
É a entrada num ‘novo céu’ a preparar-se, a Era de Aquário. É a revolução para uma nova Terra…

Os que me conhecem sabem a importância que dou ao texto védico, mais do que ao bíblico, e para estes um eclipse lunar toma grande significado simbolizando um estado de sonho em que temos a capacidade de recriar a realidade. É altura de limpar, purificar e refazer de acordo com a nossa vontade.
Sendo uma bloodmoon, lua de sangue ou Rudhira Purnima, é uma altura ainda mais intensa onde devemos desligar dos eventos confusos que têm lugar à nossa volta e purificar por dentro, purificar a alma, purificar a consciência e recriar a realidade do Eu para que o exterior acompanhe o nosso crescimento independentemente das vicissitudes.

Nada se destrói, tudo se transforma.

Dia 27, dia de Bloodmoon vísivel em Portugal na sua plenitude, prepare um pequeno Mandi Bunga pessoal (banho de sal com rosas e jasmim) e deixe que as suas densidades saiam. Permita que a energia da forte super-lua e bloodmoon simultâneas o inundem com as energias renovadas do que mais virá doravante.
Pode parecer lúgubre toda esta história dos Tétrados… mas saiba que de uma forma ou de outra, se for analisar a história, os anos a seguir a cada um dos 7 tétrados foram até anos de imenso progresso em geral e de novas consciências humanas que aprenderam com os erros (desde a abolição da escravatura, combate ao racismo, despontar de economias emergentes, etc). Veja os sinais pelo lado positivo e pela mudança que trazem, e tal como na sua vida não exerça resistência à mudança ou ‘encarneirará’ em complexas dificuldades.
No tarot, dia 27 é a carta Morte (XIII)… que não é de todo má, representa transformações, metamorfoses e mudanças que abalam os poderes que antes nos oprimiam. É dolorosa esta mudança? Dói na proporção da nossa resistência!

O tema é vasto e complexo, mas não o siga escatologicamente… perca-se no seu mundo de sonho e recrie a sua realidade!

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